Polícia já sabe quem vendeu droga mexicana para jovens que foram à rave

Informação inicial é de que a droga foi negociada por WhatsApp

Em um dia intenso de investigação, a polícia descobriu na sexta-feira (18) quem foi o traficante que vendeu drogas a jovens que participaram de uma festa rave em Guarapari no último fim de semana.
A informação inicial é de que a droga foi negociada por WhatsApp e repassada pelo traficante durante o evento.

Na sexta, os delegados Fabrício Dutra e Diego Bermond ouviram algumas pessoas, entre elas um jovem responsável por promover uma excursão para essa rave.

Ao sair do Departamento Especializado de Narcóticos (Denarc), ele disse, sem se identificar, que não foi responsável por levar ao evento nenhum dos jovens internados após usar a substância. Afirmou que apenas conhecia um deles e nunca tinha ouvido falar da droga mexicana.

A polícia ainda vai ouvir os organizadores da festa, uma vez que, segundo o delegado-chefe da Polícia Civil, José Darcy Arruda, o evento não tinha autorização da polícia.

Já a Prefeitura de Guarapari informou, por nota, que o processo para regularização e autorização do evento cumpriu todas as exigências legais, “não havendo impedimento para deliberação da licença para realização da festa”.

“Compete à prefeitura a fiscalização de postura, trânsito, vigilância sanitária, ambiental e fazendária (recolhimento de impostos). Questionamentos referentes a controle, fiscalização e demais ações para coibir a utilização de drogas direcionar às polícias Civil e Militar”, disse a prefeitura.

A Secretaria de Estado de Segurança Pública, por sua vez, disse, por nota, que não é atribuição do Estado entrar em festas fechadas para coibir uso de drogas, mas sim da própria organização do evento, que, caso constate alguma ocorrência de crime, pode acionar as autoridades policiais.

Darcy Arruda disse que haverá mais critérios para liberar alvarás para realização de raves. “Vamos exigir desses promoters que tenham mais controle. Também iremos intensificar as operações nesse tipo de festa, até mesmo com policiais infiltrados”.

Com informações Tribuna Online.

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