Bradesco agora prevê Selic em 5% para 2019 e 2020

Banco espera alta de 0,2% no IBC-Br sobre o 1º trimestre. Mas o 1º trimestre teve queda de 0,2% sobre o 4º trimestre de 2018.

Segundo maior banco privado do País, o Bradesco acredita agora, diante dos fracos resultados da indústria, comércio e serviços em junho que o Banco Central vai aprofundar a queda de juros este ano. O Bradesco, que esperava queda na Selic para 5,50%, agora aposta em dois novos cortes de 0,50 ponto percentual (em setembro e novembro), com a taxa fechando o ano 5%, nível que seria mantido até dezembro de 2020. O Itaú já apostava nisso há um mês.

Ao analisar a ata do Copom, o Bradesco considera que o Banco Central já compreende a necessidade de política monetária estimulativa e, por isso, introduziu discussão sobre a taxa estrutural de juros.

Citou os dados dos fracos volumes de comércio e de serviços, que confirmam a percepção de baixo crescimento em junho. O fraco desempenho da atividade – em um contexto de núcleos de inflação em patamares confortáveis, como reforçado pelo IPCA de julho – e melhores perspectivas fiscais com o encaminhamento da reforma da Previdência devem permitir cortes adicionais de juros.

A divulgação, segunda-feira pelo Banco Central, do IBC-Br de junho (uma espécie de antecipação do PIB, que será divulgado no fim do mês pelo IBGE) pode revelar uma economia fraca, quase em estagnação.

O Bradesco espera alta de 0,2% no IBC-Br sobre o 1º trimestre. Mas o 1º trimestre teve queda de 0,2% sobre o 4º trimestre de 2018.

Se a taxa de janeiro a março não for revista, a economia estará entre a recessão e a estagnação.

Tensão comercial eleva preocupações com crescimento global

Na análise conjuntural da semana, o Departamento Econômico do Bradesco considera que as notícias sobre a tensão comercial têm piorado as expectativas de crescimento global. A perspectiva de demanda mais fraca depreciou as moedas emergentes e levou as commodities relacionadas ao desempenho econômico, como petróleo e minério, a registrarem quedas importantes. O Depec assinala que algum alívio nos preços dos ativos veio com a continuidade de queda de juros em vários países, ao mesmo tempo em que o Fed tem sinalizado novo corte da taxa nos Estados Unidos.

Já a economia europeia dá mostras de estar sofrendo os efeitos da desaceleração global. As sondagens na área do Euro em julho sugerem dinâmica bastante moderada da atividade econômica no início do 3º trimestre. Os patamares atuais indicam PIB praticamente estável no período, ao mesmo tempo em que a indústria alemã apresentou fraco resultado na última leitura disponível (de junho). Com um viés baixista em suas projeções, o Bradesco estima, no momento, expansão de 1,0% para o PIB da área do Euro em 2019. Com informações Jornal do Brasil.

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