Dia das Crianças: serviços e presentes sobem pouco e devem fazer a alegria dos pais

Inflação calculada pela FGV ficou em 2,87%, enquanto a variação do IPC/FGV no mesmo período foi de 3,97%

Com a economia ainda fraca e o desemprego diminuindo lentamente, a boa notícia para papais e mamães referente à economia ficou por conta da inflação de presentes e serviços para o Dia das Crianças. O índice, calculado anualmente pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE), registrou aumento de 2,87% – número inferior ao registrado para a inflação no mesmo período, de 3,97% (IPC/FGV), nos últimos 12 meses.

O levantamento apontou que as “despesas com presentes” devem representar um alívio: os preços registraram o menor avanço dos últimos 12 meses (1,01%). Os calçados infantis, por exemplo, caíram 1,50%. Já os preços das roupas variaram 2,37%. Nesse grupo, os itens que mais subiram foram: livros (4,98%) e artigos esportivos (4,74%). Computadores e periféricos (0,50%) e aparelhos celulares (1,59%) não aumentaram tanto, mas possuem nível de preço mais elevado.

“Os pais têm que avaliar se o produto cabe no orçamento, mesmo que o preço tenha caído. Um exemplo é o celular, que pode custar mais de R$ 1 mil reais, porém variou 1,59% – percentual bem abaixo da média da Inflação de Dia das Crianças e da inflação média do período. O bem durável pode pesar mais nesse momento, até porque algumas famílias estão sentindo o baixo crescimento econômico, outras enfrentam o drama do desemprego, e isso limita muito o orçamento familiar”, analisou Braz.

Serviços aumentam mais, porém valores são mais baixos

A análise por despesa revela que os gastos com lazer – grupo de serviços que registrou alta média de 4,21% – ficou acima da inflação. Nesse segmento, as maiores taxas foram registradas para: cinema (7,25%) e doces e salgados (4,22%). Ainda assim, o economista indica que vale a pena optar por um programa em família.

“Nesse momento temos que fazer aquilo que cabe no orçamento. Às vezes um passeio – ir a um teatro ou ao cinema –, apesar desses serviços terem ficado mais caros em comparação a 2018, é mais viável. Então é isso o que temos que fazer: passar mais tempo com as crianças e fazer o que dá mais prazer para elas e para a família”.

Fonte: FGV.

 

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