Careca, Oscar e atletas do Guarani assumem vídeo e apito em duelo de árbitros

11:56 h

Os jogadores da equipe profissional do Guarani Futebol Clube Diego Cardoso, Ricardinho e Rondinelly acordaram bem cedo nesta segunda-feira (15). Mas eles não tinham nenhum treinamento do Bugre como compromisso. O trio aceitou a missão dada pela Comissão de Arbitragem da CBF para ser árbitros de futebol por um dia. Partiram para Águas de Lindoia.

Por lá, no Eco Resort Oscar Inn, também já estavam os ex-jogadores da Seleção Brasileira Oscar (Copas do Mundo de 78, 82 e 86) e Careca (Copas de 86 e 90), e o técnico de futebol Milton Cruz. Os três também toparam participar do desafio. E com a experiência de quem já viveu tudo nos gramados, os craques ficaram na sala de operações do VAR, como árbitros de vídeo assistentes. Mas quem entrou em campo se os bons de bola estavam no comando do apito?

Rondinelly, Ricardinho e Diego Cardoso

Em campo, um time formado por árbitros de futebol (Roxo) contra uma equipe só de assistentes (Verde). Todos participantes do 4º Curso de Capacitação para Árbitro de Vídeo da CBF. O evento inusitado marcou o encerramento das atividades do programa intensivo que prepara os árbitros para a estreia do Árbitro de Vídeo no Brasileirão 2019.

O objetivo da Comissão de Arbitragem com a inversão de papéis no jogo foi aproximar o público da nova realidade do futebol brasileiro: o uso da tecnologia do VAR. Mostrar de uma forma lúdica as dificuldades e desafios que o recurso implica aos homens do apito.

– Essa troca de funções permite aos agentes responsáveis pelo espetáculo – atletas, árbitros, técnicos, torcedores – conscientizarem-se sobre importância do respeito no futebol. No caso do VAR, é um recurso que chega para melhorar o futebol. Mas é preciso paciência nesse momento inicial. É uma novidade para todos – explica Ana Paula de Oliveira, instrutora de árbitros da CBF.

A partida terminou em 3 a 1 para o time roxo, formado pelos árbitros. O jogo não teve a mesma velocidade e determinação tática do futebol profissional. Se faltou qualidade técnica aos boleiros da arbitragem, não faltaram lances para os “árbitros peladeiros” revisarem com o apoio da sala do VAR. Diego, Ricardinho e Rondinelly, que se revezaram nas funções do apito e da bandeira, sentiram na pele o peso da tomada de decisão correta em lances com níveis de dificuldade elevados.

– A partir do que eu vivi hoje, posso falar aos companheiros para ter paciência, porque o VAR vai ajudar muito o futebol. Vamos continuar buscando fazer um futebol bonito porque o VAR só vai agregar ainda mais – disse Diego Cardoso.

Na sala do VAR, Oscar tentou manter a calma e seguir o protocolo em suas ações. Dono do Resort onde o curso acontece, o ex-zagueiro da Seleção acompanhou de perto as atividades da Comissão de Arbitragem e mostra conhecimento até da comunicação adequada na hora dos contatos com o árbitro de campo.

– É tudo muito rápido. Não é fácil. E a gente não pode demorar muito para olhar as imagens em todas as câmeras possíveis, porque tem um monte de gente esperando. Não pode parar muito o jogo – constatou Oscar.

Rondinelly revisa lance na cabine de campo

A partida teve todo o protocolo de um jogo de futebol profissional: entrada perfilada em campo, execução do hino nacional, cumprimentos entre atletas e arbitragem, presença da imprensa e troféus e medalhas para os campeões. Em campo, quem se destacou foi o árbitro Adriano Barros, do Ceará. Eleito melhor jogador e artilheiro do jogo.

Milton, Careca e Oscar, os árbitros de vídeo

– Muito interessante essa inversão. Eles perceberam dentro de campo o quanto é difícil apitar. Foi bacana. Fiz um golzinho estilo Careca (risos). O árbitro tem uma paixão muito grande pelo futebol. O VAR chegou para ficar. Temos que ter consciência que ele não vai deixar o jogo com 100% de acerto, mas vai diminuir em muito as injustiças no futebol – concluiu Adriano, que recebeu elogios do craque Careca pelo golaço marcado na partida.

Time dos árbitros ( Roxo)

Time dos assistentes ( Verde)

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