Atuação da Força Nacional de Segurança Pública em ajuda humanitária em Moçambique é prorrogada

09:39 h

Em 18 dias de atuação, bombeiros da FNSP trabalharam na restauração de hospitais, montagem de barracas para desabrigados e ações de saúde

A atuação da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP) em Moçambique foi prorrogada até o dia 7 de maio. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (18). Desde o dia 1º de abril, 20 bombeiros da FNSP atuam na missão humanitária do governo brasileiro. Em março, um desastre causado pelo Ciclone Idai atingiu mais de 1,8 milhão de pessoas em Moçambique.

Entre as ações da Força Nacional de Segurança Pública previstas para os próximos dias, estão a reconstrução do telhado do Bloco Cirúrgico do Hospital Central da cidade de Beira,  a participação no programa de prevenção e combate à malária e montagem de tendas para instalação de postos de saúde – projetos que estão sendo gerenciados pela Organização Mundial da Saúde (OMS),  Ministério da Saúde de Moçambique,  com o apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

Força Nacional de Segurança Pública-Missão ajuda humanitária Moçambique - 2019Fonte: Ministério da Justiça

Nesses 18 dias de atuação, o trabalho da FNSP já resultou na restauração de telhados de hospitais, na montagem de mais de 60 barracas aos desabrigados e na demarcação do assentamento destinada a 573 famílias desabrigadas.  As vítimas receberam vacina contra cólera, 350 cestas básicas e kits com roupas de recém-nascidos, barracas de camping e sacos de dormir.

Estamos empenhados nas operações de desobstrução de vias, reconstrução de pontes para que os meios de transporte levem medicamentos e alimentos às comunidades que ficaram isoladas”, reforça o Comandante da Operação da Força Nacional de Segurança Pública em Moçambique, Tenente Coronel BM Vandernilson Peres da Silva. Durante os quinze dias de atuação, o efetivo contribuiu também para a retirada de árvores tombadas sobre casas e escolas, facilitando o deslocamento dos moradores.

Ainda de acordo com Peres, é uma experiência única para o efetivo participar do sistema de coordenação de ações humanitárias da ONU que, por meio de um Centro Integrado de Coordenação e Controle, gerência e controla as ações das agências e ONG´s internacionais envolvidas nas ações humanitárias e de resposta e recuperação pós desastre. “A participação está agregando conhecimento na gestão de recursos logísticos, na coordenação operacional das ações de assistências às vítimas e na recuperação e retorno as atividades normais das comunidades atingidas”, reforça.

Missão humanitária em Moçambique 

O pedido de apoio humanitário foi feito diretamente pelo presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, ao presidente Jair Bolsonaro. A Força Nacional tem atuado na cidade de Beira desde o dia 31 de março de 2019. A missão de assistência humanitária é coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), no âmbito do Grupo de Trabalho Interministerial de Assistência Humanitária Internacional (GTI-AHI), formado por 15 órgãos da Administração Pública Federal, entre eles, o Ministério da Justiça e da Segurança Pública. Em Moçambique, a missão conta com a participação do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais.

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