Denúncia de CPI leva falso veterinário à prisão

Homem confessou o crime após apreensão de receitas, carimbos e medicamentos de uso restrito em sua residência na Serra

Uma denúncia recebida pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Maus-Tratos aos Animais e encaminhada à Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente culminou na prisão de um falso médico veterinário, que atuava no município da Serra.

Em cumprimento de mandado de busca e apreensão na manhã desta terça-feira (8), o suposto veterinário foi apreendido pela Polícia Civil no bairro Morada de Laranjeiras. Na casa, foram encontrados medicamentos de uso controlado e restrito a médicos veterinários, instrumentos cirúrgicos, receitas e um carimbo falso do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Rio Grande do Norte.

Segundo o titular da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, Eduardo Passamani Galvão, o homem foi preso em flagrante por falsidade ideológica, já que carimbava e assinava documentos como médico veterinário, sem ter o devido registro profissional.

Mesa com papeis e medicamentos apreendidos

O crime de falsidade ideológica pode levar ao cumprimento de pena de um a cinco anos de reclusão. Ainda de acordo com o delegado, o acusado confessou o crime e continuará sendo investigado pelos crimes de maus-tratos e exercício ilegal da profissão.

A deputada Janete de Sá (PMN), que preside a CPI dos Maus-Tratos, esclareceu a participação do colegiado no caso:

Bisturi e outros utensílios cirúrgicos

“A CPI está agindo. Recebeu a denúncia e procurou fazer o flagrante. Essa pessoa foi vigiada por um tempo, até que a gente pudesse conseguir o flagrante para poder constatar que, de fato, se tratava de um falso médico veterinário que estava atuando no município da Serra, trazendo prejuízo para os animais e para as pessoas que levavam seus animaizinhos, acreditando que estavam promovendo o bem-estar e a qualidade de vida desses animais”, declarou.

Após a autuação em flagrante, o homem foi conduzido às dependências da Assembleia Legislativa, onde foi ouvido pelo delegado, que também é responsável pela Delegacia do Consumidor instalada na Casa. Da Assembleia, o acusado foi encaminhado para a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente.

Fonte: ALES.

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