Drones caem em Beirute e Hizbullah culpa Israel pela ação

De acordo com o exército libanês, um drone israelense caiu e outro explodiu perto de Dahiyeh

O líder do Hizbollah, Sayyed Hassan Nasrallah, classificou como movimento muito perigoso a queda, na noite de sábado (24), de dois drones israelenses nos subúrbios do sul de Beirute, dominados pelo grupo -que tem apoio do Irã.

O governo israelense, porém, não confirmou se é de fato o dono dos drones. “O mais recente desenvolvimento israelense é muito, muito, muito perigoso”, disse Nasrallah em discurso televisionado neste domingo (25). Não havia sinais de que os drones se dirigissem para um conflito. Mas o primeiro-ministro libanês, Saad Hariri, afirmou que eles foram projetados para provocar tensões regionais.

A agência Reuters afirma que, de acordo com o exército libanês, um drone israelense caiu e outro explodiu perto do solo às 2h30 da manhã, horário local, em Dahiyeh. E, segundo uma autoridade do Hizbullah, o incidente causou apenas danos materiais ao centro de mídia do grupo.

“A nova agressão… Constitui uma ameaça à estabilidade regional e uma tentativa de empurrar a situação para uma tensão ainda maior”, afirmou Hariri em comunicado. Os militares israelenses não quiseram comentar.

A AFP afirma que, após o ocorrido, Nasralah ameaçou Israel com represálias.

O incidente ocorreu horas depois que as forças armadas de Israel disseram que suas aeronaves atingiram as forças iranianas e milícias xiitas perto da capital síria, Damasco, que planejava lançar “drones assassinos” contra Israel.

O monitor de guerra do Observatório Sírio para os Direitos Humanos disse que dois membros do Hizbullah e um iraniano foram mortos nos ataques israelenses ao redor de Damasco.

Segundo os militares israelenses, sua aeronave atingiu “agentes da Força Quds iraniana e milícias xiitas que se preparavam para adiantar planos de ataque contra locais de Israel na Síria nos últimos dias”.

A Força Quds de elite é o braço internacional da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC).

Israel considera o movimento xiita do Hizbullah, apoiado pelo Irã, uma ameaça em sua fronteira. Em conflitos entre as duas partes em 2006, quase 1.200 pessoas, a maioria civis, morreram no Líbano e 158 pessoas morreram em Israel, principalmente soldados.  Com informações da Folhapress.

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