Supremo do Brasil quer colaboração premiada também para criminalidade violenta

12:32 h

O juiz do Supremo Tribunal Federal do Brasil Alexandre de Moraes defendeu nesta segunda-feira (22) a aprovação de legislação específica e “mais dura” para a criminalidade organizada violenta, que inclua também a colaboração premiada.

“A criminalidade organizada não violenta, como a corrupção, que também é gravíssima, já tem legislação boa. A colaboração premiada é aplicada à corrupção e dá resultados. Ninguém vê uma colaboração premiada contra o narcotráfico, o tráfico de armas ou as milícias. Não há essa possibilidade real”, disse.

Alexandre de Moraes falava aos jornalistas, em Lisboa, no final da sua intervenção no VII Fórum Jurídico de Lisboa, que decorre hoje, terça e quarta-feira, abordando temas da justiça e tendo a participação de vários governantes portugueses e brasileiros, além de juristas, académicos e investigadores na área judicial.

O juiz do STF defendeu, nomeadamente, a necessidade de “um combate específico” ao fenómeno das milícias no país, recordando que estão no congresso nacional vários projetos de alteração das leis criminais e de segurança – incluindo um do Governo – que preveem medidas mais apertadas para este tipo de crime. Com informações da Agência Lusa.

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