Família vai internar à força atleta viciado em drogas

15:31 h

Um futuro interrompido por causa das drogas. Como milhares de histórias que acontecem com frequência no País, mais uma se repete: a de um jovem de 19 anos, esportista, morador de Vila Velha, que, por causa do vício em maconha, LSD e vodca, vai precisar ser internado à força.

O psicanalista Francisco Veloso, doutor em dependência química, contou que recomendou à família a internação do jovem, já que ele está tendo alucinações e até agrediu a mãe. “Ele chegou a ser preso após agredir um policial e também já atacou a mãe e tentou enforcá-la. Considero que a internação é uma das últimas alternativas para tentar a recuperação dele. Foi um processo difícil, até mesmo para fazer a mãe entender que isso é necessário”.

De acordo com o psicanalista, o ex-atleta se envolveu com as drogas quando estava em treinamento em Curitiba (PR). “Ele fazia parte da equipe brasileira de natação dos 100 metros rasos e revezamento. Há um ano, ele passou a usar maconha, LSD, vodca, e a vida dele começou a mudar naquele momento. Até a Bolsa Atleta, do governo federal, ele perdeu, sendo que tinha chances de classificação para as Olimpíadas de Tóquio, no Japão”, contou.

Francisco Veloso relatou que o jovem perdeu a noção da realidade. “Há dias em que ele não quer tomar banho ou escovar os dentes. A mãe está com medo do filho. Teve vezes em que ele roubou a própria mãe para comprar drogas”.

Para o psiquiatra Fernando Furieri, as internações compulsórias são válidas. Ele ressalta, porém, casos de pacientes que já passaram por diversos tratamentos e que não têm melhora.

“Um paciente meu contou que, nos primeiros seis meses de internação, ele sonhava com a droga todos os dias. Ao fim do segundo ano não sonhava mais com a droga. Chegou a se converter e até pregava, porém, um dia colocaram cocaína na frente dele e, com a pressão do momento, ele urinou nas roupas e novamente usou a droga”.

Já o psiquiatra Valdir Campos afirma que é preferível quando o paciente decide se internar por vontade própria. “Porém, caso a situação fique insustentável para a família, não vemos outra alternativa a não ser fazer a interferência e internar o paciente”, frisou.

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