11 de Setembro: Bolsonaro ataca Allende e defende Pinochet enquanto o mundo repudia assassinatos

O atentado às torres gêmeas, ocorrido em 2001, matou de uma só vez quase três mil pessoas, o mesmo número da ditadura chilena. Não há, no campo da esquerda democrática de nenhuma parte do planeta, quem o defenda

Quis o destino que o maior atentado terrorista ocorrido em solo americano tivesse sido no mesmo 11 de setembro do golpe militar, apoiado pelos EUA, contra o presidente chileno legitimamente eleito Salvador Allende. Nestes últimos 18 anos, desde às torres gêmeas, não houve um aniversário sequer destes dois acontecimentos em que as datas não fossem lembradas, comparadas e discutidas.

O governo do general Augusto Pinochet se arrastou de 1973 até 1990, com mais de 80 mil pessoas sendo presas e outras 30 mil torturadas. Segundo números oficiais, mais de três mil pessoas foram assassinadas.

Por diversas vezes, o presidente Jair Bolsonaro (PSL-RJ) manifestou admiração pelo general Pinochet. Na semana passada, ele defendeu novamente o golpe chileno. Não bastasse isto, ainda atacou o pai de Michelle Bachelet – ex-presidenta do Chile e alta comissária da ONU de Direitos Humanos – ao dizer: “se esquece de que seu país só não é uma Cuba graças aos que tiveram a coragem de dar um basta à esquerda em 1973, entre esses comunistas estava seu pai, brigadeiro à época”. Com informações Revista Fórum.

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