EUA poderiam atacar Venezuela através da Colômbia ou Brasil, segundo analista

11:25 h

Aleksandr Chichin, diretor da Faculdade de Ciências Econômicas e Sociais da Academia de Economia Nacional e Administração Pública russa, expressou ao serviço russo da Rádio Sputnik sua opinião sobre o poderio do exército venezuelano, bem como sobre a possibilidade de os EUA atacarem o país.

De acordo com Sputnik , o analista descartou o cenário de uma intervenção militar por parte dos EUA que, segundo ele, seria para Washington muito desvantajosa.

“Lá [na Venezuela] o exército é bom, acho que os EUA o entendem muito bem, portanto, uma intervenção direta é impossível, seria muito desvantajosa. Não é o Iraque, tudo seria muito mais difícil.”

Segundo o analista, o exército venezuelano está bem preparado, desde a época de Hugo Chávez, e bem armado, reforçado ainda pelas numerosas milícias populares.

Entretanto, Chichin admitiu a possibilidade de uma agressão através dos países vizinhos da Venezuela – da Colômbia e do Brasil.

“Não se pode tratar de uma agressão aberta. Porém, pode ocorrer uma agressão através dos vizinhos da Venezuela – através da Colômbia e, em menor extensão, através do Brasil, é muito possível, ou seja, a infiltração de alguns indivíduos, alguns comandos, capazes de levarem a cabo provocações individuais”, assinalou.

De acordo com ele, essas provocações individuais podem resultar em sequestro de algum general venezuelano importante, ou em ataque contra algum funcionário da embaixada norte-americana em Caracas.

O especialista concluiu que, organizando e levando a cabo as manobras, Maduro mostra que o país é capaz de se proteger de uma invasão do exterior.

As manobras na Venezuela terão lugar de 10 a 15 de fevereiro. Segundo Nicolás Maduro, serão os maiores e mais importantes exercícios militares desse tipo já realizados em 200 anos de história do país.

A tensão política na Venezuela aumentou desde que o líder da Assembleia Nacional da Venezuela, Juan Guaidó, se autoproclamou presidente interino. Ele foi apoiado pelo governo dos Estados Unidos e também pelo Brasil, Argentina e Colômbia, entre outros países. Já Maduro, reeleito em 2018, é considerado o presidente legítimo da Venezuela por tais países como a Rússia, Turquia, México, Uruguai e China.

Esta noticia já foi lida229 vezes

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *