Casal pode enfrentar pena de morte por construir casa flutuante na Tailândia

15:30 h

Um casal pode vir a enfrentar pena de morte ou prisão perpétua por viver numa casa construída no mar, dentro da área de jurisdição da Tailândia. A Marinha Tailandesa insiste que o empreendimento não só é ilegal, como pode ameaçar a segurança nacional.

Chad Elwartowski, de nacionalidade norte-americana, e a namorada, Supranee Thepdet, tailandesa, fugiram e estão em paradeiro incerto, depois de a estrutura de metal em que viviam há vários meses ter sido descoberta. O casal escondeu-se para tentar escapar à Justiça tailandesa.

O norte-americano prestou declarações à AFP e disse que estão escondidos “num lugar bastante seguro”.

Segundo a BBC, a plataforma de metal onde moravam tinha cerca de 20 metros quadrados e tinha sido erguida a 19 quilómetros da costa da ilha de Phuket. Chad Elwartowski garantiu que, a essa distância, a estrutura já não se encontrava dentro da jurisdição da Tailândia.

Contudo, a Marinha tailandesa refuta estas afirmações e garante que nenhum imóvel pode ser construído sem permissão. Se o casal for considerado culpado dos crimes a que está acusado, pode enfrentar prisão perpétua e, até, pena de morte.

Chad Elwartowski e Supranee Thepdet pertencem a um movimento apelidado de “seasteading”, que promove a construção de habitações no mar, em águas internacionais, para que não estejam sujeitas às leis de nenhuma nação. Para construírem o imóvel tiveram ainda de associar-se ao grupo Ocean Builders, que é uma comunidade de empresários que financia este tipo de empreendimentos, de acordo com a BBC. Todas estas organizações têm o objetivo de conseguir o maior nível de liberdade possível para os indivíduos.

Num comunicado publicado no site Ocean Builders, o grupo garante que o casal não foi responsável pela construção da estrutura e que apenas morava na casa flutuante, pelo que não devem ser culpabilizados.

“Eles passaram algumas semanas na casa flutuante e documentaram sua aventura”, diz o site. “Não estiveram envolvidos no projeto, de maneira nenhuma.” Com informações da Agência Lusa.

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