Ceturb aperta o cerco para impedir pregações religiosas e vendas no Transcol no ES

17:49 h

O capixaba que nunca entrou em um coletivo do sistema Transcol e se deparou com algum passageiro ‘pregando’ sobre sua religião ou vendendo algum produto que atire a primeira pedra.  A cena é muito comum e se repete todos os dias dentro dos ônibus e também nos terminais, mas é proibida e a promessa da Ceturb é apertar o cerco contra quem pratica estes atos.

Incomodados com isso, serranos e usuários do Transcol entraram em contato com o TEMPO NOVO para reclamar sobre as manifestações religiosas e vendas de produtos dentro dos ônibus. Isadora Santos é uma das que utilizam os coletivos e se incomoda com esses atos.

“Acordamos cedo para ir ao trabalho e temos que se deparar e aceitar essa situação. Pessoas que vão pregar, maioria são evangélicos, ficam gritando dentro dos coletivos e pregando sobre sua crença. Isso incomoda, já que nem podemos reclamar porque se não eles falam que estamos com um ser maligno no corpo. É tenso”, afirma.

Já Bárbara Medeiros, reclama da quantidade excessiva de vendedores ambulantes dentro dos coletivos. “Entram pelo menos de três a quatro vendedores em uma única viagem de Vitória a Laranjeiras. Concordo que todos precisam ter um meio de ganhar seu dinheiro para sustentar a família. Mas alguns vendedores, agem coagindo os passageiros. Eu mesma já fui coagida a comprar uma escova de dente, não comprei porque não tinha dinheiro no momento e o rapaz queria me obrigar a comprar, chegou a sentar do meu lado e me perguntar porque eu não compraria”, conta.

E essa não foi a única situação constrangedora que Bárbara teve que lidar. “Numa outra estava de fone de ouvido e não ouvi o vendedor falando comigo. O cara gritou e me chamou de retardada, perguntou se eu estava vivendo no mundo da lua. Não sou contra a venda de produtos, mas acho que os vendedores precisam respeitar mais a vontade do passageiro de querer ou não pegar o produto ou de comprar ou não determinada coisa”, disse.

Idalina Bonelli é outra que reclama da imposição dos vendedores e pregadores. “Peguei um ônibus em Nova Almeida uma vez onde um pastor entrou e começou a pregar. Algumas pessoas reclamaram e começou uma discussão, ele disse que quem não tivesse gostando, que ele não tinha medo de cara feia. É uma situação meio constrangedora, porque muitas vezes, estamos cansados e temos que ouvir uma determinada coisa que não estamos querendo naquele momento”.

O que diz a Ceturb

TEMPO NOVO entrou em contato com a Ceturb, que por meio de nota, afirmou está apertando o cerco contra quem pratica essas ações. Disse ainda que a comercialização dentro de ônibus e terminais não é permitida. Além disso, “em função do Estado ser laico, também não são permitidas ações religiosas”, disse por meio de nota.

A Ceturb ainda garantiu que agentes da Companhia fazem a fiscalização e nos ônibus a orientação é para que motoristas e cobradores interfiram. Apesar disso, a Ceturb garante que recebe poucas reclamações de usuários através do Disque Ceturb (0800 039 1517). Com informações Jornal Tempo Novo.

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