Deputados criticam falta de duplicação na BR 101

Para Enivaldo dos Anjos a concessionária deveria acelerar obras ou liberar as cancelas de pedágio

O atraso nas obras de duplicação da BR 101 pela concessionária Eco 101 motivou pronunciamentos dos deputados Enivaldo dos Anjos (PSD) e Engenheiro José Esmeraldo (MDB) durante a sessão ordinária desta segunda-feira (23) na Assembleia Legislativa (Ales). Eles criticaram a falta de cobrança dos poderes públicos e a publicidade da empresa em cima da duplicação de um trecho de apenas 9 km.

“Ocorreram mais mortes na BR 101 no final de semana, mais descaso com a população. Estão dizendo que fizeram 9 km (de duplicação) em Viana, mas tinham que ter feito 200 km e estão fazendo publicidade de 9 km. Não sei como essa situação perdura sem providência do Judiciário e do Ministério Público. Todo mundo sabe que por quase seis anos o pedágio quase que seria suficiente para duplicação”, afirmou Enivaldo.

Segundo o parlamentar, a empresa responsável pela rodovia deveria acelerar a duplicação ou liberar as cancelas de pedágio. “Não podemos admitir uma concessão federal em que a população é extorquida no dia a dia. Daqui para São Mateus são três pedágios numa distância de 200 km, o que penaliza a população numa rodovia que não fez a duplicação”, argumentou.

Para Esmeraldo, a propaganda veiculada tinha intuito de enganar o povo. Ele cobrou mais respeito da empresa aos capixabas. “Isso não é competência estadual, mas como somos responsáveis e não temos medo de cara feia viemos aqui fazer nosso discurso. Essa semana passei em um trecho abandonado pela 101. Eles estão fazendo a população de bobo. É morte toda hora e o dinheiro está entrando, e não é pouco dinheiro”, disparou.

Problema no esgotamento

No grande expediente, Vandinho Leite (PSDB) apontou problemas no esgotamento sanitário do Bairro Mestre Álvaro, Serra. Lá o sistema é operado pela Ambiental Serra, concessinária contratada pela Companhia Espírito-santense de Saneamento (Cesan). Segundo o deputado, em algumas ruas da comunidade a rede foi instalada em ruas que ficam acima das residências, impedindo que o esgoto lançado pelas casas desça por gravidade.

Conforme revelou, essas residências estão recebendo notificação que fala em multa e crime ambiental por não terem feito a ligação. “Como eles vão ligar se as casas estão na parte de baixo, o esgoto não vai subir”, pontuou. “Os moradores precisariam instalar bombas. Cada bomba dessas varia entre R$ 5 mil e R$ 15 mil”, explicou.

O deputado aconselhou os moradores das ruas atingidas a protocolarem requerimento na Cesan para se precaverem de qualquer ação. Além disso, revelou que a taxa de esgoto continua sendo cobrada aos moradores. “Ou seja, não tem nem recolhimento de esgoto, quanto mais tratamento, e eles estão lá cobrando, isso fere o Código de Defesa do Consumidor”, salientou.

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