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A Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger) publicou, nesta quinta-feira (08), no Diário Oficial do Espírito Santo (DIO-ES), o Termo Aditivo ao Contrato de Concessão de Uso nº 010/2017, em conjunto com o Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo (IHGES).

De acordo com o documento, o instituto tem até dezembro de 2020 para realizar o restauro da fachada e a completa recuperação do imóvel que está localizado na Praça João Clímaco, nº 44, Cidade Alta, Centro de Vitória, respeitando as limitações de tombamento.

Em 2017, a Seger cedeu o uso do imóvel com o objetivo de que o espaço fosse utilizado pelo IHGES que, há mais de 100 anos, promove estudos e pesquisas sobre a memória capixaba e trabalha para a conservação de obras, documentos e objetos ligados à história e geografia do Espírito Santo.

Neste ano, o Instituto obteve a aprovação do projeto de restauro do imóvel por parte da Prefeitura de Vitória. Agora está em fase de captações para a execução da obra.

Para a secretária de Estado de Gestão e Recursos Humanos, Lenise Loureiro, a chegada do IHGES para a Cidade Alta, vai ao encontro das ações realizadas pela Secretaria para a revitalização do Centro Histórico da Capital. “O instituto vai restaurar, reformar e ocupar com uso de interesse público cultural o espaço cedido. Estamos cuidando do nosso patrimônio imobiliário e imaterial”, afirmou.

De acordo com o presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo, Getúlio Neves, hoje, a sede do IHGES está localizada próximo ao Parque Moscoso. “Com a mudança, ficaremos situados em um ponto bastante histórico de Vitória, cercado de importantes construções que fazem parte de nosso Patrimônio Histórico e Artístico”, destacou.

Construção histórica 

O imóvel foi projetado e construído pelo arquiteto ítalo-brasileiro, André Carloni, responsável por monumentos como o Theatro Carlos Gomes, o Palácio Sônia Cabral e pela remodelação da Igreja do Carmo.

Com fachada em estilo eclético e elementos decorativos de inspiração neoclássica, o espaço ornamenta o cenário da Cidade Alta e testemunhou o desenvolvimento da capital do Estado, servindo como suporte para a memória coletiva e identidade cultural da sociedade capixaba.

O imóvel, utilizado apenas como residência no início do Século XX, foi tombado em 2009 pelo município de Vitória, em razão de seus grandes valores histórico, arquitetônico e paisagístico.

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