Unidades de conservação do Espirito Santo contam com ações de inclusão e acessibilidade

No Espírito Santo, áudios e vídeos possibilitam acessibilidade à comunidade surda e às pessoas com deficiência visual em sete Unidades de Conservação. Trata-se do projeto Trilha Cidadã, desenvolvido pela Gerência de Educação Ambiental do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema). O Trilha Cidadã é composto de dois grandes projetos. O “Guia Sonoro”, com áudios da fauna, e o “Janela Cidadã”, com vídeos em libras.

Foram produzidos 59 vídeos em libras dos pontos interpretativos das principais trilhas das Unidades de Conservação gerenciadas pelo Iema. A iniciativa foi possível devido ao trabalho colaborativo com o Centro de Atenção ao Surdo de Vitória e o Centro de Referência em Formação e em Educação a Distância (Cefor), do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes).

Para o “Guia Sonoro” foram catalogados mais de 64 áudios de vocalizações da fauna presente nas sete Unidades de Conservação gerenciadas pelo Iema, facilitando o trabalho de educação ambiental realizado nestas áreas.

As Unidades de Conservação onde há este serviço são: Parque Estadual Paulo Cesar Vinha (Guarapari), Parque Estadual Cachoeira da Fumaça (Alegre), Parque Estadual Pedra Azul (Domingos Martins), Parque Estadual Forno Grande (Castelo), Parque Estadual de Itaúnas (Conceição da Barra), Parque Estadual Mata das Flores (Castelo) e Reserva Biológica Duas Bocas (Cariacica). O “Trilha Cidadã” conta com recursos do Fundo de Defesa do Meio Ambiente (Fundema), processo Nº 77813898.

Sinalização acessível

Além dos vídeos e áudios as unidades possuem placas em português e braile para atendimento de pessoas cegas e haverá também placas de mapa tátil em Libras, português e braile.

“A placa mapa tátil foi elaborada para atendimento de pessoas cegas. Os mapas táteis têm a função de contribuir com a noção espacial e orientação e trazem relevo do mapa das trilhas e instalações da Unidade de Conservação. O conteúdo central das placas das trilhas é em braile, enquanto o conteúdo em português está em segundo plano, apenas para identificação. Essas placas são auxiliares das placas já existentes nas trilhas, e por isso, sua localização será próxima a essas, ao lado ou à frente das placas interpretativas já existentes, conforme melhor adequação”, informa a coordenadora do projeto “Trilha Cidadã”, Karla Fafá.

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